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Rock de ‘publiça’

Músicas rejeitadas por grandes marcas para seus comerciais deram vida à The Client Said No

por Eduardo Ribeiro Atualizado em 1 fev 2021, 15h37 - Publicado em 26 jan 2021 23h18
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Clube Lambada/Ilustração

mercado publicitário funciona como nas velhas lendas da alquimia em que, a partir de metais ordinários, obtém-se ouro. Há muito se tornou comum, e até esperado, que as produtoras musicais passem semanas, frequentemente meses, buscando inspiração desde as entranhas a fim de criar bonitas melodias para comerciais que, no fim, em sua grande parte, terminam rejeitadas pelos clientes. Recentemente, cinco gabaritados produtores musicais, às voltas com uma quantidade exorbitante de material não aproveitado, decidiram transmutar o que seria descartado no repertório de um álbum. Pegaram 12 de suas trilhas sonoras favoritas fracassadas em virar base de propaganda para grandes marcas e deram forma a 2019 Denied Songs – músicas recusadas em 2019, em tradução livre.

A obra resultante conduz a pensar que o indie rock do mais alto nível do ano que passou leva o divertido nome de The Client Said No. Antes de ser impedida pela pandemia da covid-19, o conjunto chegou a tocar em uma porção de festivais criativos do Brasil e do mundo, e partiu em uma turnê pela Europa e América do Sul. Mas a fagulha que deu na constituição da The Client Said No teve início anos atrás, em decorrência de um projeto do guitarrista Lucas Mayer com sua companheira, a produtora e videomaker Iris Fuzaro.

Iris e ele criaram, em 2015, o Le Tour Du Monde. A proposta era viajar ao redor do mundo captando músicas executadas nas ruas das cidades e fazendo composições inspiradas nas coisas que viviam nos lugares. O casal deu três voltas em torno da Terra, e o projeto deles esteve no ar pelo Discovery Channel por três anos. Certa vez, eles estavam gravando um episódio do programa em Berlim, na Alemanha, quando conheceram um diretor de criação, dono de uma agência de propaganda de lá. Dois anos depois, em 2017, o cara ligou, convidando Mayer e Iris a participar de uma iniciativa chamada The Uncensored Playlist, que já recebeu 260 prêmios de publicidade e música até aqui.

O artista conta que viajou com a amada por cinco países onde existe censura extrema: China, Egito, Tailândia, Uzbequistão e Vietnã. Entrevistaram, os dois disfarçados de turistas, jornalistas que tiveram reportagens vetadas por seus governos. As reportagens viraram músicas, culminando na confecção de um álbum com 20 faixas, atualmente disponível para audição nas plataformas de streaming. Quem canta, por sinal, é o Mark, da The Client Said No, e as canções também foram lançadas na língua nativa dos referidos países. Na ficha técnica, os créditos dados aos artistas em cada faixa são os mesmos dos autores dos artigos vetados.

“Fizemos isso porque é um buraco na censura. Tu não tem como censurar serviços de streaming, então esse disco foi licenciado no mundo todo e isso furou as barreiras. Não podemos voltar para esses cinco países, mas pelo menos fizemos uma coisa muito legal”

Lucas Mayer

“Fizemos isso porque é um buraco na censura. Tu não tem como censurar serviços de streaming, então esse disco foi licenciado no mundo todo, todo mundo ouviu o disco, e isso furou as barreiras”, comenta o guitarrista. “A Iris e eu não podemos voltar para esses cinco países porque entramos para a lista negra, mas pelo menos fizemos uma coisa muito legal”, continua. “Ano passado, ganhamos um prêmio de um lance de direitos humanos, além do Cannes Lions. Em Cannes, ganhamos um prêmio que se chama Titanium, que é o maior prêmio de publicidade do mundo. Foi por causa desse projeto que recebemos convites para começar a produzir trabalhos de publicidade na Europa. Então eu, que já tinha um estúdio em São Paulo, abri outro, que fica em Berlim, que é onde agora o Wonder [baixista da TCSN] está trabalhando, mandei ele para lá. E a gente fica indo e voltando, eu fico um mês em Berlim, um mês no Brasil. A banda nasceu por causa desse estúdio, que abrimos lá.”

Interceptei Lucas Mayer por telefone, de volta de um período de isolamento nos confins da Bahia, para saber mais acerca de toda essa instigante aventura criativa.

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Arquivo/Reprodução

E aí, Lucas, já chegou em São Paulo? Da última vez que falamos, você disse que estava no meio do mato…
Sim, agora já… A gente foi para uma casa alugada lá em Arraial d’Ajuda, no meio do mato, meio escondido, porque, cara, eu estava pensando, ao invés de ficar isolado aqui, por que não ficar isolado lá? Então, ficamos isolados lá, deu na mesma. Só o foda foram as 30 horas de estrada depois, para voltar, porque fomos de carro, para não pegar avião.

Vamos começar falando sobre esse mercado em que vocês atuam. Como funciona isso?
Eu não faço muito jingle. Na minha produtora, fazemos muito mais trilha sonora, para comercial. E daí, o que acontece com trilha sonora, quando fazemos principalmente para o Brasil, é que não temos trilha cantada. As músicas que tocam nos comerciais, são, normalmente, trilhas mesmo. Só que nós abrimos uma produtora agora em Berlim, faz dois anos, mais ou menos, e começamos a ver uma demanda que os clientes querem trilhas sonoras que são músicas. E daí a gente começou a fazer letras, chamar vocalistas para cantar, e tudo mais. Tudo em inglês. E a gente começou a ver que estava fazendo um monte de músicas boas para caralho. Fizemos uma campanha para a Sony Bravia, que está até no ar agora. E, cara, é uma mulher cantando, foda, puta música do caralho. Só que é o seguinte: antes dessa música ser aprovada, nós fizemos 20! [risos] Então, a gente já tem um outro disco, temos músicas para caramba que não foram aprovadas. A música, na realidade, é toda executada em marimbas, tipo orquestrais, com uma mina cantando. Só que o que a gente fez: pega essa composição e bota para a banda. O Wonder, um dos produtores que trabalha lá em Berlim, toca o baixo; eu toco guitarra; o Silvio, que é o meu sócio, toca teclado; o vocalista é um dos compositores que trabalham com a gente, ele vive na Suíça, grava de lá. Começamos a fazer essa união. E quando vimos, fomos chamados para abrir o Festival de Cannes. E, depois, fizemos uma turnê pela Europa, tocamos em oito shows por lá. Nisso, fomos convidados para tocar todos os dias na abertura do El Ojo, que é um festival de publicidade na Argentina, o maior da América Latina. Daí tocamos lá, e em seguida veio o convite para tocar no festival do Clube de Criação de São Paulo. Fechamos, daí, uma turnê para tocar nos Estados Unidos, íamos tocar no South by Southwest e em mais um monte de lugares, e foi quando acabou entrando a pandemia. Mas estava indo super bem, bizarramente.

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The Client Said No/Divulgação

Quando vocês transformam uma trilha sonora feita para comercial em música de banda, como se dá a questão do rearranjo?
Nem todas as músicas são rearranjadas para ficar com cara de banda, algumas são exatamente como eram para ser no comercial. Tem uma, que se chama “Feel”, que foi gravada exatamente daquele jeito para um comercial da Hyundai.

A The Client Said No não depende de inspiração para criar, ao contrário de muitos artistas, mas de um briefing. É diferente compor a partir de uma demanda?
O que é o briefing se não uma fagulha para a tua inspiração? O briefing pode ser tu acordar no domingo de manhã, ou, tu pode ter levado um fora da mina… esse é o briefing, tá ligado? O briefing da vida, da arte, está nesses acontecimentos do dia a dia. A diferença é que a gente recebe o briefing de uma outra pessoa, sobre o que ela quer dizer com aquilo, e temos que fazer essa roupagem. O que acontece muito conosco, já que essas campanhas são internacionais, gringas e tal, é que os caras nos dizem para fazer uma música. É uma parte muito mais artística. Eles falam qual é o mood da coisa, mas não nos dizem o que deve ter na letra. Então, a gente consegue botar isso para fora. Uma das últimas músicas que lançamos, “Home”, criamos pensando num briefing que veio da ONU, aberto para artistas do mundo todo, que era para produzir artes para tentar fazer com que as pessoas ficassem em casa. Só que essa música havia sido feita para um comercial de um banco norueguês chamado NOR Bank. Aí os caras reprovaram, e quando apareceu essa oportunidade da ONU, na hora falamos: “Essa é a música.” A gente fez um clipe, minha esposa e eu, com drones e tudo mais, com cenas da cidade de São Paulo.

“O que é o briefing se não uma fagulha para a tua inspiração? O briefing pode ser tu acordar no domingo de manhã, ou, tu pode ter levado um fora da mina… O briefing da vida, da arte, está nesses acontecimentos do dia a dia”

Lucas Mayer

Acho que essa foi a música do grupo que mais bombou, depois de “Echoes”…
É porque saiu no site da ONU, em um monte de lugar foda, no Midia Ninja, então acabou que muita gente conheceu a banda por causa disso aí. Tem uma música que tocamos com o Gustavo Bertoni [da banda Scalene] também, no disco, que se chama “River”, que deu uma bombadinha. Mas “Echoes” foi a primeira música que fizemos, ela está há mais tempo ali disponível nas plataformas.

No clipe de “Home”, é você ali na janela da sua casa, com o cachorro, na cama?
Sim, e ali é tudo amigo, porque não podíamos sair filmando na janela da casa da galera para não sermos presos [risos]. Chamamos três diretores que pilotam drone, eu incluso, além do [Paulo] Focca, do [Jorge] Brivilati, que é outro cara que dirige clipe também, do Diego Rinaldi… e a gente ligou para todas as pessoas… tem uma janela ali que é o Rafael Grampá com a esposa dele, o cara que desenha o Batman! [risos] Saindo da janela do Grampá, tu vai descendo, assim, aparece a família do João [Mognon], dono de uma agência de propaganda que se chama LiveAD e da empresa de pesquisa Box1824, casado com a Cacá Manica. É uma galera muito da arte, foi muito massa.

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Deve ser foda para vocês, que se empenharam nessa campanha de conscientização, ver que muita gente no Brasil não tem levado o isolamento social a sério, fala aí?
Não levaram a sério, ninguém parece levar a sério, é bizarro. Mas, enfim, cara, a gente torce para que isso acabe de uma vez, ou, então, que algum movimento social seja realmente levado a sério e que morra o mínimo de pessoas possível por complicações causadas pela covid-19. Porque é estranha essa normatização das mortes. Tipo, acharem ok estarem morrendo 700 pessoas por dia. Como assim? Acho estranho demais.

Gostei da captação dos timbres de “Truth Hegemony”. Alguma história sobre essa faixa?
Sim, isso é legal. Todos os caras da banda são produtores, então tem essa sintonia fina, de chegar num produto com uma roupa bem feita, saca? Essa música, “Truth Hegemony”, foi feita para ser a trilha sonora de uma ilha no Minecraft.

“Não levaram a sério [a campanha de conscientização para ficar em casa], é bizarro. A gente torce para que isso acabe de uma vez, ou, então, que algum movimento social seja realmente levado a sério e que morra o mínimo de pessoas possível por complicações causadas pela covid-19”

Lucas Mayer

Outro som legal é “Ordinary Brown Eyes”. Essa música foi concebida a partir de um briefing também? Vocês entregam para os clientes as composições já com letras, tudo?
Sim, o pacote completo, as letras a gente faz junto com o instrumental. Essa, que tu acabou de falar, do clipe com a Bruna Marquezine, ela está falando sobre os olhos da Bruna. E foi curioso, porque fizemos essa música para ela, o comercial foi filmado em janeiro de 2020 e, em março, ficamos sabendo que não iria para o ar. E nem fazia sentido, um filme com a Bruna Marquezine pulando, andando em Nova York, sem máscara. Aí pegamos a música para a banda, lançamos, e nisso, não é que a própria Bruna teve uma ideia para salvar as filmagens? Ela mesma disse: “Por que o diretor não me liga e grava a minha reação vendo o vídeo, com cenas gravadas numa outra realidade, antes da Covid?” E acabou que a música foi para o comercial, que foi para o ar.

E esse cara que canta com vocês, o Adam Evald? Manda bem.
Ele é um puta cantor sueco, e ele estava preso em Bali (Indonésia), não pôde sair de lá por um tempo naquele momento, quando rolou a gravação, por causa do isolamento pelo coronavírus. Agora, ele já saiu, está na Rússia. Ele gravou para a gente lá de Bali. Era muito engraçado, eu falava com ele tipo, às quatro da manhã, aqui, quando era quatro da tarde lá, saca? [risos]

Eu vi que o álbum da TCSN saiu com 12 faixas nas plataformas, mas um tempo depois baixou para nove… Vocês venderam as músicas e as tiraram do repertório, foi isso?
Sim, nós fizemos uns shows, e tocamos umas músicas que não haviam sido aprovadas pelo cliente… por exemplo, uma música que não tinha sido aprovada para um comercial de Kia, o carro, chamada “Bones”. Estávamos tocando numa festa, e um cara que é de uma agência de propaganda viu, e disse: “Não pode ser que não aprovaram isso, deixa eu mostrar para o meu cliente.” Mostrou, e foi aprovada para um comercial de Outback. Eram 12 músicas, só que aí fomos licenciando as faixas e elas foram saindo do nosso repertório. Lá no Spotify ficaram só nove. Mas agora a gente desistiu disso, tipo essa música do comercial com a Bruna Marquezine para a Puma, não vamos tirar ela do Spotify, né! Foda-se, vai ficar lá [risos]

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The Client Said No/Divulgação

No momento a banda segue produzindo?
Eu não posso voltar para a Europa para encontrar os caras… deu uma desanimada esse momento. A gente está fazendo algumas coisas artísticas, lançando e tal, participamos até de um festival online, mas está surreal, por isso não estamos pensando em qual é o próximo movimento, composição. Seguimos dedicados ao trabalho, que é produzir música para publicidade. E acabamos de fazer a seleção de músicas da nova Sony Bravia 2021, e, por enquanto, já reprovaram oito, então talvez tenhamos um novo disco este ano [risos].

Antes da pandemia, o grupo estava decolando. Foi muito estranho parar de repente?
É louco, porque 2020 era para ser o ano da banda e caiu essa pandemia, foi uma pena. Nós fizemos até um documentário – a minha esposa [Iris Fuzaro] é quem dirige – sobre os nossos shows na Europa. Tem seis filmes no nosso YouTube que contam um pouco dessa turnê, falam de como surgiu a banda e tal, é bem interessante.

Entre tantos rótulos que poderiam descrever o estilo da TCSN, “indie rock” cai bem?
É um indie, né, um indie rock… Começou bem folk, mas aí foi indo para esse indie, acho que foi resultado da pegada um pouco mais do Wonder, de rock’n’roll e tal, porque, por mim, eu faria tudo violão e voz [risos]. Mas acaba que cada um foi botando um pouco o seu estilo e daí virou essa mistura.

“Estávamos tocando numa festa, e um cara que é de uma agência de propaganda viu, e disse: “Não pode ser que não aprovaram isso, deixa eu mostrar para o meu cliente.” Mostrou, e foi aprovada para um comercial de Outback. Eram 12 músicas, só que aí fomos licenciando as faixas e elas foram saindo do nosso repertório”

Lucas Mayer

O Wonder era guitarrista do Sabonetes?
Sim, eles tinham contrato com a Sony, era bem bombado, abriu os shows do Skank, Jota Quest, fazia turnê com um monte de gente dessa época. Eles ganharam até um Rockgol junto com o Samuel Rosa lá e tal. E ele veio dessa coisa de pop, meio rock, e tudo mais, e acaba que ele bota um pouco dessa leitura na banda.

Em plena onda do trap, do funknejo, por que vocês preferem manter o pé no rock?
Nós temos uma válvula de escape, que é a arte. Acontece que trabalhamos o dia inteiro com publicidade, então quando vamos tocar as nossas músicas, vamos tocar coisas das quais gostamos, e não para vender. Nós realmente transformamos essas músicas que eram para vender um produto em sons que possam atingir um público que seja tipo como a gente, pessoas que não estão interessadas nesta música popular que está no topo das paradas no momento. E eu espero que as pessoas carentes deste tipo de som se empolguem com a gente, porque, cara, está um momento muito desempolgante, né? [risos]

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The Client Said No/Divulgação

Quais seriam as principais influências na formação musical de vocês?
Acho que cada um dos produtores tem uma influência. O Silvinho, tecladista, é muito publicitário. Ele é muito mais influenciado por caras que fazem trilha sonora do que propriamente por artistas de banda, saca? Ele ouve muito mais John Williams do que um indie rock. Eu já ouço muito pouco música. Trabalho com música o dia inteiro, então, quando vou para casa ou entro no carro, não ouço. Achei que isso era uma coisa meio bizarra, até que vi uma entrevista do Chico Buarque falando que ele não ouve música. Então, tudo bem, se o Chico disse que não ouve música, posso dizer que estou seguindo ele [risos]. Mas a real é que, cara, tem uma hora que tu não aguenta mais. E é do caralho poder tocar, porque tocar é uma outra situação, não é como ouvir. Tocar é botar a tua arte para fora. Para mim, se eu for ouvir uma música, ouço de Andrew Bird a Chet Baker, saca? Não posso dizer que isso influencia muito o estilo da banda, mas acaba influenciando. O nosso baterista, Kabé Pinheiro, já tocou com todo mundo, então ele é muito mais um percuterista, tem essa coisa de diversos estilos. O vocalista, até certa parte, era o Markus Thomas, que também canta no Versos que Compomos na Estrada, e agora entrou um novo vocalista, que até canta em “Truth Hegemony”, que é o Artur Roman. Ele foi do Sabonetes também e do Naked Girls and Aeroplanes.

“Mantemos o pé no rock porque temos uma válvula de escape, que é a arte. Acontece que trabalhamos o dia inteiro com publicidade, então quando vamos tocar as nossas músicas, vamos tocar coisas das quais gostamos, e não para vender”

Lucas Mayer

A TCSN é um lance conceitual, assim como foram os projetos Le Tour Du Monde e The Uncensored Playlist. Acho daora que você esteja sempre envolvido com projetos musicais pautados por conceitos, tipo aquela banda Rebobina…
Eu adorava tocar nessa banda, achava do caralho, só que ela era tão atrelada ao conceito que não funcionava. A Rebobina tocou bastante na década de 2000, na Augusta e tal. O nome era Rebobina porque ela não repetia, era tipo assim: terminava o refrão, acabava a música [risos]. Tu quer ouvir de novo? Rebobina! Era esse o conceito. As músicas tinham um minuto e meio, me lembro direitinho da gente tocando nos lugares, a galera achando do caralho, dali a pouco acabava. Me lembro de um cara que estava dançando, aí a música acabou e ele me xingou! [risos]

Para encerrar: o que é Dorsal Musik? É o selo de vocês?
O selo é nosso mesmo, do estúdio, Dorsal Musik. Era Dafne Music e virou Dorsal. Nós assinamos com a Universal Music lá de Berlim agora, e vamos começar a lançar coisa para caralho, mas tem muita coisa lançada, disco do Gross, da Cachorro Grande, um monte de discos…

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