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A revolução queer

A nova geração da música brasileira é a primeira a crescer falando publicamente sobre sexualidade e usa os palcos para reivindicar mais liberdade

por Pedro Alexandre Sanches Atualizado em 14 out 2020, 14h02 - Publicado em 13 out 2020 02h12
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Clube Lambada/Ilustração

lguma coisa está diferente na música brasileira desde mais ou menos 2010, quando apareceram no cenário os cantores e compositores Thiago Pethit e Filipe Catto. Antes deles, os homens da música nacional não se diziam publicamente homossexuais (as mulheres, sim, e nisso elas foram pioneiras no país, que conta com uma galeria de cantoras lésbicas assumidas desde Angela Ro Ro e Marina Lima). Mesmo Ney Matogrosso, herói da sexualidade livre nacional, sempre evitou aceitar o rótulo de gay. Cazuza e Renato Russo falaram sobre suas sexualidades já no contexto da destruição causada pelo HIV. Outros, como o precursor da bossa-nova Johnny Alf, carregaram o armário pela vida afora.

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Coincidência ou não, a partir da chegada de Thiago e Filipe, começaram a aparecer outros artistas masculinos de sexualidade aberta, que colocam suas identidades sexuais firmemente em suas músicas e videoclipes: Silva, Johnny Hooker, Jaloo, Rico Dalasam, Almério, Mateus Carrilho, Davi Sabbag, Hiran, Bemti, Jão, os rapazes do grupo Não Recomendados (Caio Prado, Diego Moraes e Daniel Chaudon )… A ascensão dos cantores gays era apenas o começo de uma pequena revolução, que trouxe muitas surpresas – e muita modernização – aos anos 2010. Ao longo dessa década, se popularizaram discussões em torno de gêneros sexuais diferentes dos heterossexuais tradicionais.

Ganhou as ruas a distinção de seres humanos em cisgêneros e transgêneros – e em não-binários e de gênero fluido. Reivindicaram seus direitos bissexuais, pansexuais, assexuais, intersexuais – entre outras denominações menos conhecidas. A sigla LGBT se ampliou para LGBTQIA+, com o Q representando o amplo conceito de queer. E representantes da maioria dessas expressões e identidades vêm reivindicando, com sucesso, o direito de pertencer à instituição antigamente conhecida como MPB. É a primeira vez na história que os representantes do T – travestis e transexuais – têm voz na música brasileira.

As mulheres seguiram firmes e atuantes nessa militância: Ana Cañas, Ellen Oléria, Lia Sophia, Aíla, Karol Conka, Bia Ferreira, Doralyce, Ludmilla, Mahmundi, Luedji Luna, Josyara, a dupla (e casal) Anavitória – até a popular Anitta se declara bissexual. As trans e travestis vieram reforçar a identidade feminina, com Candy Mel, Liniker (que no início da carreira se dizia gay, e cabe bem também no gênero fluido), Assucena Assucena, Mulher Pepita, Urias, e Raquel Virgínia (as duas vocalistas e compositoras d’As Bahias e A Cozinha Mineira, hoje rebatizada As Baías), Linn da Quebrada, Jup do Bairro, Triz, Majur, Ventura Profana, MC Trans, MC Xuxu, Lulu Monamour, Danna Lisboa e Dany Bond. Por fim, houve um boom no mercado de cantoras drag queens, iniciada de modo retumbante por Pabllo Vittar e continuada por Gloria Groove, Aretuza Lovi, Lia Clark, Butantan, Kaya Conky.

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No extremo oposto dos que os antecederam, esses artistas não se poupam de falar abertamente sobre suas sexualidades, um diferencial em relação às gerações anteriores. “Se eu for levar em conta a maioria das minhas relações afetivo-sexuais, devo afirmar que sou um homem gay. Mas tenho me sentindo pouco contemplado com essa definição”, afirma o paulistano Thiago Pethit, hoje com 36 anos. Ele descreve dilemas e mudanças que vem atravessando desde seu surgimento, em 2009, e que são comuns a diversos artistas: “Desde o começo minha vida sexual, meus tesões sempre foram muito mais amplos e fluidos. Dentro do desconforto que é sair do armário, me definir gay foi mais ‘confortável’ do que qualquer outra coisa que exigisse muitas explicações. Era o caminho mais curto para definir que ‘não, não sou heterossexual’. Hoje, acredito que eu seja bi. Gostaria de dizer pansexual, mas não sei se esse termo ainda está em voga e o que ele define exatamente”.

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O gaúcho Filipe Catto, 32 anos, é um dos que colocam o armário como um lugar já superado para os contemporâneos dos anos 2000: “Não saí do armário, eu sempre fui absolutamente assumido. Nunca teve um coming out. Quando eu vim para São Paulo e tive contato com o público do Brasil, descobri que é um universo muito hostil para quem é diferente. Eu, mesmo sendo gay a vida inteira – sempre achei que fosse a pessoa mais bem resolvida do mundo –, de repente percebo que sou uma pessoa não-binária”.

“Não saí do armário, eu sempre fui absolutamente assumido. Nunca teve um coming out. Mesmo sendo gay a vida inteira – sempre achei que fosse a pessoa mais bem resolvida do mundo –, de repente percebo que sou uma pessoa não-binária”

Filipe Catto
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Ele desenvolve a questão não-binária: “Os códigos de binaridade, do que é ser um homem ou uma mulher, especialmente dentro da arte, são uma coisa muito ultrapassada. Sempre tive um desconforto muito grande em relação a isso. Eu tinha um conflito desde pequeno, eu não queria ser um menino, mas também não queria ser uma menina. Eu queria ser eu”. Filipe diz que foi, então, buscar a liberdade para se reinventar. “Para mim, ser menino era uma coisa insuportável, porque tudo que era legal era só mulher que podia fazer: não podia se pintar, vestir, performar, dançar. A música podia, porque a música é um território machista. Tocar instrumento sempre foi estimulado para mim. Eu não posso dizer que sou uma mulher, não me sinto uma pessoa trans, também não acho que seja uma drag queen. Sou simplesmente eu com um batom, num olho preto, um vestido. É simples assim.”

Foram poucos os pares masculinos em que o cantor pudesse se espelhar. “Renato Russo e Cazuza não são modelos porque foram absorvidos pelo patriarcado, porque são homens brancos. Homens que não traem a masculinidade podem fazer isso. O problema é a traição do patriarcado, é assumir, aí fica mais complicado. Por isso o Ney Matogrosso é tão legal e tão transgressor, porque ele sempre foi a figura que carregou tudo sozinha. Ele era a única bicha autorizada. Havia a autorização do patriarcado para haver uma gaveta para a bicha. Tinha uma bicha que cabia e todas as outras eram cópias daquela bicha, ou não tinham espaço.”

“O problema é a traição do patriarcado, é assumir, aí fica mais complicado. Por isso o Ney Matogrosso é tão legal e tão transgressor, porque ele sempre foi a figura que carregou tudo sozinha. Ele era a única bicha autorizada”

Filipe Catto

Catarinense de Florianópolis, a instrumentista, cantora e compositora Maria Beraldo, 32 anos, afirma que teve, sim, de enfrentar o armário: “A gente vive numa sociedade muito homofóbica, então passei os primeiros 30 anos da minha vida nesse processo de sair do armário. É uma eterna saída do armário. Estou sempre lutando, em muitas camadas”. Ela não confirma a impressão passada por sua geração, de que todo mundo vive fora do armário: “Para mim, não foi assim, nem um pouco. Sofri muito. Foi bem ruim. Eu acho que eu era muito homofóbica também, por consequência do jeito que cresci”. Maria é delicada com as gerações que não saíram do armário: “Na minha geração, a gente entendeu a importância de falar. Mas isso só foi possível por causa das gerações anteriores. É um caminho coletivo”.

A cantora Maria Beraldo
A cantora Maria Beraldo Daryan Dornelles/Divulgação

Ela afirma que, nos meios instrumentais, a história se repete, mais aguda. “Tem muito menos gente assumida no jazz e na música instrumental brasileira do que na canção. As pessoas com quem eu sempre convivi no meio em que atuava, do choro e da música instrumental, sempre foram extremamente heteronormativas. Cresci indo a festivais e não tinha ninguém que era gay nem lésbica. Nunca tive esse exemplo. Me fez muita falta.”

“Cresci indo a festivais e não tinha ninguém que era gay nem lésbica. Nunca tive esse exemplo. Me fez muita falta”

Maria Beraldo
A cantora Maria Beraldo
A cantora Maria Beraldo Jonathan Wolpert/Divulgação

Maria completa: “As questões relativas à sexualidade me tocam muito. Tenho uma relação muito forte com isso, que tem a ver não só com eu ter sido reprimida sexualmente, mas é um ponto da minha compreensão do mundo. Quando descobri que eu era lésbica e comecei a viver como lésbica, tive muitas viradas, muitos insights, muito crescimento em muitos âmbitos. Hoje em dia, sinto cada vez mais que as estruturas binárias são muito nocivas para nossa vida em sociedade. Quando entrei em contato com pessoas não-binárias, isso mexeu muito comigo”.

Aos 22 anos, o paulistano (do Capão Redondo) Harlley é artista solo e integrante do coletivo Quebrada Queer. Ele diz que ainda sente alguma dificuldade em se situar dentro do espectro LGBTQIA+. “Depois que foi incluso o LGBTQIA+, as pessoas começaram a ter muitas dúvidas. É uma coisa que eu questiono sempre, mas hoje acredito que esteja mais relacionado à palavra Q, de queer. O homem gay tem várias características que colocam ele numa posição ainda assim masculina. Não sinto que a minha arte e o meu dia a dia sejam influenciados por essa masculinidade. Existe o recorte da bicha, aí eu me encontro. Eu me encontro na posição de bicha, que no LGBTQIA+ está definida no queer. São pessoas que não têm apego com gênero. Então eu diria que estou no recorte da bicha queer”.

“Eu me encontro na posição de bicha, que no LGBTQIA+ está definida no queer. São pessoas que não têm apego com gênero. Então eu diria que estou no recorte da bicha queer”

Harlley
O rapper Harlley, integrante do Quebrada Queer
O rapper Harlley, integrante do Quebrada Queer Harlley/Divulgação

A cantora e compositora Josyara, 27 anos, baiana de Juazeiro, se declara lésbica e presta tributo às gerações antigas da MPB, inclusive aos artistas que nunca se declararam publicamente: “Esses artistas que estavam no armário certamente estavam também se colocando. Quem saía estava enfrentando toda essa homofobia, toda essa violência, para enfrentar o medo. Porque quando você se assume você também se coloca na linha de frente. Essas pessoas fizeram com que a gente se colocasse de outra maneira, que fosse mais natural ser quem é. Mas isso não significa que a gente não esteja ainda vivendo essa opressão. Tem muitos ataques violentíssimos diariamente”.

A cantora Josyara
A cantora Josyara Julia Rodrigues/Divulgação

Josyara credita a uma artista em atividade nos anos 1990 um papel importante em sua história: “Minha primeira ídola foi Cássia Eller. A menina de 11, 12 anos, que estava começando a tocar violão, começou a se encantar por Cássia, no sentido da música e da persona. Ouvi muito Adriana Calcanhotto, essas mulheres da MPB, mas tive mais nitidez do se assumir de Cássia. Eu comecei a aprender a tocar violão com o repertório dessas mulheres”.

“Artistas que vieram antes fizeram com que a gente se colocasse de outra maneira, que fosse mais natural ser quem é. Mas isso não significa que não haja mais opressão. Tem muitos ataques violentíssimos diariamente”

Josyara
A cantora Josyara
A cantora Josyara Julia Rodrigues/Divulgação

Também no Nordeste, o pernambucano (de Altinho) Almério, 39 anos, é outro que oscila na autodeclaração: “Sou gay. Às vezes tenho vontade de me colocar no lugar do intersexo. Não gosto muito dos rótulos, mas me identifico como gay, e a luta de todos os LGBTQIA+ é minha também”. O cantor e compositor fala da violência moral que os não-normativos têm de enfrentar: “Minha sexualidade, para minha arte, sempre foi primordial, desde adolescente. Porque eu não cabia no mundo. Era uma sociedade dizendo que, tudo que eu era, era errado, que a minha voz era errada, que o meu jeito de amar era errado. Fui entendendo aos poucos que era importante interferir nessa violência. A supremacia hétero branca fez guerras, eu tenho vergonha dessa referência”.

O cantor Almério
O cantor Almério Almério/Divulgação

Almério discorre sobre referências antigas e recentes: “Tem dois artistas que admiro muito, acho muito emblemáticos, que são Johnny Hooker e Liniker. Meteram o pé na porta, quebraram tudo, e é isso e acabou. É uma mudança que foi sendo construída. Ney Matogrosso é uma das minhas referências. Não precisou dizer nada, ele já era um símbolo muito forte. Ney é um planeta”. Ele segue adiante: “Os anos 1990 foram das mulheres sapatônicas. Cássia Eller, Adriana Calcanhotto meteram o pé. Elas abriram esses caminhos, depois as bichas disseram: ‘Opa, por que a gente está se calando?’. O Cazuza, que é um grande astro, nunca falava para ‘ele’ nas músicas, falava para ‘ela’. Fazia a gente pensar. Quando a Johnny veio usando um collant com fio metal atrás, um figurino maravilhoso, quebrando tudo, cantando ‘Alma Sebosa’ para ‘ele’, beijando, poxa…”.

“Minha sexualidade, para minha arte, sempre foi primordial, desde adolescente. Porque eu não cabia no mundo. Era uma sociedade dizendo que, tudo que eu era, era errado, que a minha voz era errada, que o meu jeito de amar era errado”

Almério
O cantor Almério
O cantor Almério Almério/Divulgação

Piauiense de Teresina radicado em Fortaleza (CE), o divertido cantor pop Getúlio Abelha, 28 anos, abre o leque na escala das sexualidades: “Eu sou pansexual. Os gêneros estão se diversificando, e a tendência do mundo é que o masculino e o feminino no formato congelado sejam desconstruídos, então é muito mais fácil eu me entender enquanto pansexual e simplesmente entender que vou ficar com pessoas independentemente do gênero delas”. Adepto de uma música pop que dá atenção especial ao forró e ao brega, ele canta, em “Aquenda”: “Prefiro usar calcinha/ prefiro usar calcinha/ ela aquenda a minha neca/ e valoriza a minha bundinha”.

Getúlio revela transformações no modo de tratar a questão sexual: “Quando comecei com a música, eu sentia mais necessidade de colocar isso como algo à frente. Mas o tempo passou um pouco, e eu comecei a me sentir um pouco desgastado. Atualmente, me interesso em tentar falar sobre outras coisas, porque senão a minha existência vai se resumir a falar sobre os conflitos da minha sexualidade. Até também para isso ser naturalizado, para a minha arte e minha música inteiras não precisarem ser só sobre isso. Existe muito mais sobre nós a ser falado. Porque vira tema no momento, e a sociedade hétero, ou a sociedade mais comum, acaba achando que tudo sobre nós se torna sobre isso”.

“Existe muito mais sobre nós a ser falado. Porque vira tema no momento, e a sociedade hétero, ou a sociedade mais comum, acaba achando que tudo sobre nós se torna sobre isso”

Getúlio Abelha

No universo trans, os desafios parecem ainda maiores. A paulistana do Capão Redondo Jup do Bairro, 27 anos, descreve o processo: “Muitas pessoas trans, no meu caso enquanto travesti, se reconhecem primeiro como homens gays e depois vão entendendo que na verdade existe uma outra performatividade de gênero”. A voz muito grave hoje é um trunfo, mas na puberdade Jup a encarou como um obstáculo: “A minha voz engrossou num curto espaço de tempo, os pelos começaram nascer em grande quantidade. E eu já estava flertando com a hormonização, porque acompanhava algumas travestis da minha quebrada e via aquela performance de signo feminino que eu queria atingir. Fiz hormonização durante um tempo, na minha adolescência. Depois de alguns anos que eu tinha parado, voltei no ano retrasado, e tive complicações médicas. Hoje, eu não quero fazer”.

Jup fala sobre a relação com a voz grossa: “Antigamente, me incomodava muito, porque minha voz sempre chamou muita atenção. Era meu pânico enquanto adolescente ter que disfarçar esses signos masculinos. Tudo aquilo me doía muito. Mas, hoje, eu tiro a maior onda, gosto da minha voz grave. É o que faz eu ganhar dinheiro inclusive, é minha ferramenta de trabalho. E me aproprio disso, como venho me apropriando de todo meu corpo, enquanto um corpo gordo, um corpo preto. Eu aproveito dessa minha carne, dessa minha estrutura física, para tornar algo político e para curar as minhas dores, cicatrizar as minhas feridas”. Algumas cicatrizes, ela diz, vêm da cultura religiosa da família, que a fizeram acreditar que seu corpo sofria punições de Deus.

“Muitas pessoas trans, no meu caso enquanto travesti, se reconhecem primeiro como homens gays e depois vão entendendo que, na verdade, existe uma outra performatividade de gênero”

Jup do Bairro
A rapper Jup do Bairro
A rapper Jup do Bairro Felipa Damasco, Cai Ramalho/Divulgação

Um assunto delicado é a persistência dos preconceitos nos bastidores da indústria musical. Volta Thiago Pethit: “Fui chamado de ‘muito delicado’ no tom mais depreciativo e também de ‘sem culhão’ de forma bastante irônica e homofóbica em matérias de um grande jornal e uma revista de muito respeito. Além das piadinhas internas entre músicos, produtores e equipes. Havia falta de interesse das gravadoras e empresários sempre que eu mostrava que não cederia aos desejos de me transformar nem em um tipo enrustido romântico, nem no viado das pistas de nicho”. A queda de braço fortaleceu o artista, segundo ele: “Essas críticas e boicotes mudaram muito o rumo da minha carreira. No meu segundo e terceiro álbuns fui muito guiado pelo desejo de soar o mais gay que eu pudesse. Afetado, com clipes explícitos e homoeróticos”.

É inevitável demarcar que, apesar da visível melhora nos últimos 20 anos, os preconceitos e discriminações ainda persistem. A televisão aberta, por exemplo, dá pouco ou nenhum espaço para os artistas LGBTQIA+: “Se hoje, como homem gay e branco cisgênero, estou no topo dessa cadeia de privilégios dos desprivilegiados, minha luta e meu viés sexual não deixam de existir. Ainda quero ver artistas gays e trans serem considerados bons compositores. Chega de sermos vistos apenas como ‘bons passarinhos’”.

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