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Retrospectiva: O ano da pandemia

2020. 365 dias em suspensão. Um vírus que tirou aproximadamente 1.5 milhão de mortos, e que não foi levado a sério por boa parte da sociedade

por redação 1 jan 2021 03h16

Nem mesmo o mais apocalíptico cenário da ficção poderia prever o que o mundo passou com a crise do coronavírus, em 2020. Em vez de nos unirmos como humanidade na luta contra a disseminação da covid-19, escolhemos nos manter cercados das nossas individualidades mesquinhas, enquanto o vírus ceifava milhares de mortes por dia, sem distinção de raça, cor, credo, nacionalidade ou condição financeira.

Enquanto os mais sensatos imploravam para que as pessoas permanecessem em casa, o lado mais podre da sociedade optou por tratar o coronavírus como casualidade, como mentira, ou como uma “gripezinha”. A ciência ficou de lado enquanto se propagavam curas milagrosas, que iam desde um remédio contra malária até aplicação de ozônio por via anal. Olhando em retrocesso, dizer isso parece brincadeira, mas não é.

Agora, aguardamos uma vacina e esperamos que não haja mutações severas que nos façam ficar presos dentro de nossas casas por ainda mais tempo, porque a sensatez das pessoas já não acreditamos mais que virá. Enquanto isso, relembramos hoje aqui na Elástica reportagens que fizemos ao longo desse ano e que falaram sobre a pandemia da covid-19.

20/04/2020.São Paulo, Brazil. Thabhatha Freire, 32, estudante de gestão pública e voluntária no projeto do Ministério Público do Trabalho para a produção de máscaras sanitárias através da contratação de pessoas em condição de vulnerabilidade na oficina de costura localizada na Ocupação 9 de Julho.
20/04/2020.São Paulo, Brazil. Thabhatha Freire, 32, estudante de gestão pública e voluntária no projeto do Ministério Público do Trabalho para a produção de máscaras sanitárias através da contratação de pessoas em condição de vulnerabilidade na oficina de costura localizada na Ocupação 9 de Julho. Gui Christ/Fotografia

Caem as máscaras

Durante o período mais crítico da primeira onda do coronavírus em São Paulo, fomos conhecer transsexuais e refugiados que entraram de cabeça em ações sociais para produzir máscaras para os mais necessitados.

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Ângela Brito

Moda em tempos de corona

Trancados em casa, sem dinheiro e repensando nossas atitudes de consumo. Foi assim que começamos a pandemia, uma situação que afetou severamente diversos mercados, entre eles o da moda. De pijamas, conversamos com estilistas sobre uma ressignificação do consumo das nossas roupas.

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Filipe Redondo/Fotografia

A gaiola das loucas

Distantes das pessoas que amamos, passamos a recorrer a aplicativos de reuniões online para matar um pouco da saudade e evitar o distanciamento completo entre pessoas. Em um sábado, acompanhamos uma live de montação de drag queens pelo Zoom.

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Robinho Santana.
Robinho Santana. Robinho Santana/Fotografia

Arte na periferia em tempos de pandemia

Marginalizados em uma situação social normal, completamente isolados com a pandemia. Conversamos com artistas das quebradas paulistanas sobre ócio criativo e como suas produções foram alteradas durante a crise do coronavírus.

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flores secas, de volta ao armário

De volta ao armário

A falta de renda de muitos jovens LGBT trouxeram perda de autonomia, e, com isso, eles tiveram que voltar para casa de seus pais. Em uma nação totalmente preconceituosa, conversamos com pessoas que voltaram a enfrentar o ódio durante a pandemia, só que no seio familiar.

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Laís Brevilheri/Redação

Curtindo a rotina

Quando o “novo normal” se tornou de fato normal, passamos a recuperar certos rituais íntimos enquanto tentávamos nos manter sãos. Lavar a louça, olhar pela janela, regar as plantas, fumar nas reuniões virtuais de trabalho. O coronavírus fez com que voltássemos a ser quem somos se não houvessem amarras sociais?

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arte/Redação

Bora se espertar, Brasil? E depois do vírus?

Se antes da pandemia os indicadores sociais brasileiros não eram os melhores, a situação só se agravou em 2020. Desemprego, violência doméstica, preconceito, destruição dos biomas nacionais. Nessa reportagem, falamos com ativistas, defensores e especialistas sobre a crise brasileira além do coronavírus.

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Caio Guatelli/Fotografia

Especial: Manaus

O repórter fotográfico Caio Guatelli esteve na capital amazonense, uma das mais atingidas pelo coronavírus, e retratou cenas que vão desde a periferia até as tribos indígenas do entorno da cidade, acompanhou de perto profissionais de saúde, coveiros, e pessoas comuns. Em cinco partes, cuja primeira você acessa clicando acima.

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Renata Felinto / Birico/Divulgação

Da pedra às artes, Birico transforma vidas no coração da Cracolândia

Tema de debates eleitorais incansáveis, mas que nunca recebe uma verdadeira solução prática, a Cracolândia foi esquecida pelas autoridades públicas durante a crise do coronavírus. Um coletivo de artistas fundou o Birico, projeto social que tem como finalidade dar vazão a produção cultural de dependentes químicos da região, no centro de São Paulo.

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Por onde o homem anda/Fotografia

O paraíso são os outros

Com seu novo projeto “Das coisas que vemos em isolamento”, o fotógrafo Ricardo Luis Silva fala sobre solidão, privacidade e relações interpessoais em tempos de pandemia enquanto faz fotos de cenas cotidianas de sua janela.

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Doação comida

O princípio da doação

Enquanto a crise do coronavírus se agravava, o número de doações de dinheiro, alimentos, roupas e outros mantimentos disparou. Mas, fazer caridade é a coisa certa? Conversamos com líderes espirituais católicos, budistas, muçulmanos e candomblecistas sobre o tema.

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Pétala Lopes/Fotografia

Seu pedido está a caminho

Se houve uma carga horária que disparou nessa pandemia, foi a dos entregadores. Mas, nem um aumento brutal da jornada de trabalho trouxe melhores condições de trabalho ou de renda. Nós conversamos com coletivos femininos que estão se organizando para tentar virar esse jogo.

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