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Abram os caminhos

Com sonoridade fresca e mostrando um funk sem interferências internacionais, Mc Tha conta como chegou até aqui se mantendo 100% fiel a si mesma

por Giuliana Mesquita Atualizado em 5 fev 2021, 20h57 - Publicado em 4 fev 2021 23h26
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arquivo/Redação

la chegou de mansinho na cena de música popular brasileira. Apesar da sigla em seu nome, a sonoridade que MC Tha entregou na sua segunda empreitada na música – a primeira foi aos 15 anos – já era bastante diferente do que conhecemos popularmente como funk, mais pop e comercial. Os singles “Bonde da Pantera”, “Olha Quem Chegou” e “Valente” ainda carregavam resquícios do estilo musical que moldou seu gosto quando começou a cantar com 15 anos nos bailes funk, da Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Por conta de seu primeiro disco, no entanto, tudo mudou – sua história foi finalmente contada com todas as minúcias e particularidades que ela carrega.

Em Rito de Passá, lançado em 2019 e produzido por Pedrowl, Mc Tha encontrou seu caminho e o apresentou para um público que ainda não entendia como seria um funk sem nenhuma interferência internacional. Agora entendemos. Seu conceito estava fechado. No mercado atual do funk, em que Rihanna e Beyoncé são referências tanto no som quanto na estética, Tha entrega um bem-vindo frescor ao cenário musical brasileiro. “Comecei a pensar como seria o funk e sua estética se a gente olhasse mais pro nosso país. A gente tá sempre pegando coisas de fora para que a gente caiba dentro”, pontua.

“Comecei a pensar como seria o funk e sua estética se a gente olhasse mais pro nosso país. A gente tá sempre pegando coisas de fora para que a gente caiba dentro”

MC Tha

Com apenas seis meses de álbum lançado e de turnê quando a pandemia cancelou as apresentações por sabe-se-lá quanto tempo, Mc Tha conta em entrevista quais planos de 2020 teve que deixar para este ano, o que pretende mudar no seu show para quando voltar aos palcos e o processo de criação dos seus três clipes recém-lançados (“Onda”, “Oceano” e “Despedida”, formando o trio batizado de “Renascente”). Além disso, a cantora conta sobre o caminho que percorreu até encontrar sua verdade, misturando música, religião e estética 100% brasileira.

Como você começou a cantar?
Comecei quando tinha 15 anos, que foi quando eu despertei meu interesse para me envolver com música. Sou da Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. Na época, a gente estava recebendo fortes influências do funk carioca, que saiu do Rio de Janeiro e veio pra São Paulo, primeiro para a Baixada Santista e depois pra capital. Comecei a me envolver com funk nessa época, as pessoas do meu bairro também seguiram o mesmo caminho – a maioria se tornou MCs e DJs e começou a organizar as festas. Naquela época, existia uma cultura muito forte de ter bondes – todo jovem tinha um bonde pra participar e tinha que ter um MC representando. E eu comecei assim por acaso, porque eu rimava na hora, ainda na oitava série, mas eu nunca pensei em ser cantora.

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Mc Tha/Divulgação

Foi aí que você começou a compôr?
Escrevi uma música que falava de todo mundo que pertencia ao nosso bonde, o Bonde Sinistro. Mostrei pra dois amigos meus, uma dupla, o Mc Gordo e Mc Marola, perguntei se eles tinham gostado e presenteei eles com a música, pra eles gravarem e cantarem nas festas. Nessa época, tudo era produzido em casa mesmo. Fui um dia na casa de um deles, baixamos uma base na internet e eles falaram pra eu cantar até eles aprenderem. Isso foi em 2008 ou 2009. Daí, eles acabaram produzindo a faixa com minha voz mesmo e soltaram na internet. Nossa principal forma de divulgação na época era o YouTube e o 4Shared – a gente subia o arquivo da música pra que as pessoas baixassem. Daí, começava a divulgar esses dois links no Orkut e no MSN e era muito importante ter muitos amigos nas redes nessa época. Eu tinha seis Orkuts e três MSNs, eu era muito bombada, era o auge (risos). Quando ele produziu essa música, ele não me falou, então eu comecei a ir pra escola e as pessoas me paravam para falar que tinham adorado. Mas, nesse momento, eu ainda não queria cantar, sou tímida.

“Naquela época, existia uma cultura muito forte de ter bondes – todo jovem tinha um bonde pra participar e tinha que ter um MC representando. E eu comecei assim por acaso, porque eu rimava na hora, ainda na oitava série, mas eu nunca pensei em ser cantora”

Mc Tha

Como foi seu primeiro show?
Esse mesmo amigo conseguiu arrumar um show para mim no lugar que ele também ia fazer. Falou que já tinha conversado com a casa de shows e que iria se queimar se eu não fosse. Aí eu fui e a coisa foi crescendo, todo mundo foi me incentivando. Eu já tinha outras músicas guardadas, porque sempre gostei de escrever. Tudo que eu escrevia era rimado, cartinhas rimadas, tudo. Aí eu pensei: “bom, já que todo mundo gostou, eu vou gravar”. Pedi dinheiro emprestado pra minha mãe e fui gravar no Power Song, estúdio que ficava em São Vicente, no litoral, que era tipo o Kondzilla da época. Com 15 anos, fiz amizade com os MCs da baixada, me meti em todo canto e comecei a gravar. Não sei nem como eu tô viva (risos). Gravei e participei do meio do funk produzido e feito na periferia até os 18 anos. 

Nesse momento, você fez uma pausa na carreira, certo?
Sim, pois comecei a entender que eu estava colocando mais prioridade no funk do que no resto das minhas coisas, como meus estudos. Comecei a trabalhar num projeto social chamado Fábrica de Cultura e, ao mesmo tempo, fiz faculdade de Jornalismo. Fiquei um tempo sem cantar, porque estava estudando e trabalhava todo final de semana. Entrei na Fábrica como monitora, na equipe de promoção e articulação, que fazia a ponte entre o espaço cultural e a periferia. As Fábricas foram construídas em dez locais de São Paulo que tem um alto índice de vulnerabilidade social. Nossa equipe aproximava a periferia do projeto, nós íamos nas escolas, nas associações e organizava os eventos. Comecei a trabalhar em uma das unidades e rodei todas da Zona Leste, até ser promovida para assistente de subgerente e depois para assistente de coordenação. Em 2017, percebi que não tinha mais tempo pra fazer minhas coisas, sentia falta não exatamente de estar no mundo artístico, mas de conseguir me expressar de alguma forma.

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Mc Tha/Divulgação

Como ser uma mulher no meio artístico te empurrou em direção a essa tomada de decisão?
O tempo estava passando e, infelizmente, a mulher ainda só é validada quando está nova, bonita, com o corpo de alguma forma dentro do padrão. Pensei muito nisso e decidi arriscar na minha carreira musical. Com 23 anos, eu achava que já era velha. Para as pessoas do lugar onde eu nasci, se eu não estivesse casada e com filhos, tinha falhado na vida. Com 24 anos e ainda na dúvida, fugi muito desse padrão. Entendi que tinha que ser naquele momento, senão ia ficar pensando o resto da minha vida como teria sido. Foi aí que lancei “Olha Quem Chegou”, depois “Bonde da Pantera” e “Valente”. Fui arriscando, tentando… Mas eu ainda tinha o trabalho de ressignificar meu trabalho. Não via mais sentido em cantar e fazer o funk que era feito na periferia. Por mais que eu ache incrível, eu não me identificava mais. Não queria falar de fluxo, de copão de whisky, de bunda, não me via mais nisso. Só que eu também não me via no funk pop. Depois do funk ostentação, era o que tava bombando, com Anitta e Ludmilla como os principais nomes. Não me via dentro desse meio porque, pra mim, seria sair de uma caixa e entrar em outra. Quando eu tava no meio do funk no meu bairro, eu curtia, mas já sentia muito desconforto. Na época, não entendia o que era. Hoje, entendo que era por ser uma mulher naquele ambiente, o tempo todo sendo hipersexualizada, tinha toda uma expectativa do que era ser uma funkeira, de vestidinho com salto que rebola no palco. Nunca me senti confortável nesse papel. Quando eu voltei a cantar, pensei em tudo isso. Como seria uma MC Tha que fosse confortável pra mim, com a música que eu gosto, com o cabelo que eu gosto, com a roupa que eu gosto…


“Quando estava no meio do funk no meu bairro, eu curtia, mas já sentia muito desconforto. Hoje, entendo que era por ser uma mulher naquele ambiente, o tempo todo sendo hipersexualizada, de vestidinho com salto que rebola no palco. Nunca me senti confortável nesse papel”

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Mc Tha/Divulgação

E como foi essa redescoberta?
Quando saí do trabalho, peguei o dinheiro da rescisão e gravei o clipe de “Bonde da Pantera”. Já tinha entendido que era um trabalho de construir meu espaço. Na época, surgiu muito essa discussão sobre não tirar o MC do nome e eu entendi que não precisava, porque era um trabalho de ressignificar o que pode ser considerado funk ou não. Entendi que, pra mim, o funk funciona como identidade – muito mais do que cantar uma música com a base do funk. Era meu trabalho mostrar para as pessoas do meu bairro e da periferia que existem outras possibilidades, que as pessoas não precisam sempre se encaixar na onda que tá rolando no momento. Depois disso, procurei reaproximar o funk da música percussiva e da música de terreiro. O deus da periferia é um deus evangélico. Os terreiros perderam espaço entre as pessoas pretas e periféricas e passou a ser rejeitado por conta das religiões evangélicas. Se você chega no baile funk e fala que Exu é rei, as pessoas te olham estranho. Mas a música que é tocada e que é produzida é uma música de matriz africana, que descende dela. Em algum momento, eu peguei pra mim esse papel de reaproximar as duas coisas, mas também de me perceber enquanto mulher brasileira, que não só ouve música brasileira, que não sabe de nada do que tá rolando lá fora. Comecei a pensar como seria o funk se a gente não tivesse interferências externas. Qual seria a estética desse funk se a gente olhasse mais pro nosso país. Tem muita cantora pop que é igual a Beyoncé, que o que rege a personalidade é a Rihanna, porque a Rihanna é assim, ela fuma maconha… (brinca) O que não é negativo, mas a gente tá sempre pegando coisas de fora pra que a gente caiba dentro. Entender a MC Tha foi entender isso. Minhas referências são todas daqui de dentro.

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Como foi lançar seu primeiro CD?
Eu tinha o projeto de lançar um EP. Lançando músicas soltas, as pessoas não entendiam meu conceito. Daí chegavam no show e eu cantava Elza Soares numa base de funk e todo mundo ficava perdido. O funk tem a cultura de lançar single, não tem essa coisa de fazer CD e EP. Foi difícil eu entender que era isso que eu precisava fazer, era uma organização que não tinha no funk e está começando a chegar agora só. O Pedrowl foi o diretor do álbum e, com o tempo, a coisa foi crescendo. Era pra ser um EP e virou um álbum. Eu já tinha algumas músicas, a maioria delas já existia. “Clima Quente” é a mais antiga, fiz durante meu crescimento como cantora. Eu guardava algumas músicas em uma gavetinha. Compus três especialmente pro álbum, “Despedida”, “Oceano” e “Comigo Ninguém Pode”. Foi um ano e meio ou dois de gravação. Era uma fase em que eu estava mal financeiramente e não tinha dinheiro nenhum, foi tudo gravado na raça. Chamei amigos que estavam a fim de produzir pra mim, eles retornavam com um rascunho do que poderia ser a música e eu e o Pedro fomos finalizando.

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Jr Franch/Divulgação

Só depois eu entendi a importância de ter lançado um álbum, pois chegamos em um conceito forte. Hoje, as pessoas conseguem entender mais qual a minha proposta. Eu quis explorar vários temas no álbum “Rito de Passá”. Não queria ficar conhecida com um título, uma mulher que só canta sobre sofrência ou sobre amor. Tem música que fala de sexualidade, religião, empoderamento, solidão… Quis passear em vários temas e dar uma misturada nos estilo, mas também queria criar uma unidade.


“Procurei reaproximar o funk da música percussiva e da música de terreiro. O deus da periferia é um deus evangélico. Os terreiros perderam espaço entre as pessoas pretas e periféricas e passou a ser rejeitado por conta das religiões evangélicas. Mas a música que é tocada e que é produzida é uma música de matriz africana, que descende dela”

É engraçado você falar que há músicas antigas e mais novas, porque parece que o álbum conta uma história muito linear…
Quando estava no meio das produções, a gente percebeu que elas se ligavam de alguma forma e que podiam contar uma história. Daí resolvemos organizar as faixas para que realmente contasse. Depois do “Rito de Passá”, tem uma MC Tha falando da sua liberdade, depois fala de sexo, depois vai pra uma pequena paixão, em “Onda”. Em “Oceano”, ela quebrou a cara, em “Despedida” tá mandando ele embora e, em “Maria Bonita”, ela já tá empoderada. É uma história mesmo.

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Jr Franch/Divulgação

Quanto você acha que o visual influencia na sua construção de identidade?
Acho que o visual cria possibilidades. Já vi alguns trabalhos de meninas que estão começando e já percebo que elas bebem um pouco da minha fonte. Você ter confiança para acreditar no que acha que tem que ser, sem ficar apegada numa lógica comercial, é muito poderoso. Entender nossos limites e nossos tempos também é muito importante. Eu friso muito que eu não sou perfeita e que eu não vou ser. Se vocês esperam uma cantora que chega de bom humor dando bom dia todo dia, eu não sou essa pessoa. Quem não entender isso pode se retirar. Peguei pra mim a missão de desconstruir isso que foi imposto sobre o corpo e sobre como se comportar para cantores, artistas e, principalmente, mulheres. Eu não sou uma história bonitinha. Já faz doze anos desde os meus 15 e eu quero que as pessoas entendam que não é necessário só força de vontade. Você tem que saber se ler, confiar em você e trazer o seu melhor. Sou muito insegura – eu uso a tática de não ficar muito ligada no que está acontecendo externamente. Se eu fico no Instagram acompanhando todo mundo, isso afeta muito minha confiança no que eu estou fazendo. Prefiro voltar pra dentro de mim para entender o que é pra ser feito. 


“Ter confiança para acreditar no que acha que tem que ser, sem ficar apegada numa lógica comercial, é muito poderoso. Entender nossos limites e nossos tempos também é muito importante. Eu friso muito que eu não sou perfeita e que eu não vou ser. Se vocês esperam uma cantora que chega de bom humor dando bom dia todo dia, eu não sou essa pessoa”

Como foi a pandemia pra você?
A pandemia prejudicou muito a classe dos artistas independentes. Tá todo mundo fudido, sem grana, sem show, sem publicidade. A publicidade, que poderia ser um caminho legal, acaba não rolando porque você tem que ter milhares de seguidores e, ainda por cima, a gente tem que ficar vendendo a imagem de que tá todo mundo bem. Os fãs ficam pedindo álbum novo no meio da pandemia, pedindo pra lançar clipes melhores… Amado, com que dinheiro? Prefiro trazer a realidade. A gente só ganha dinheiro com show e, tudo que a gente ganha, é reinvestido na gente. Gosto de aterrar as coisas. A pandemia também foi um período muito confuso pra mim. Eu fui um talento interrompido precocemente (risos). Lancei o álbum e só fiz seis meses de show, tudo foi cancelado. Eu tinha uma turnê fechada na Europa, em três países diferentes, além do Lollapalooza. Tinha muita coisa pra acontecer em 2020. Só foi confortável pra mim porque eu comecei a guardar dinheiro desde que começou a rolar os shows. Tive muita paciência, talvez por estar nesse lugar confortável, para entender que quando tudo voltar, nada do que eu fiz será perdido. As coisas só vão continuar.

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Mc Tha/Divulgação

Você morava na Cidade Tiradentes, mudou para o centro de São Paulo, e hoje mora na ZL de novo. Por que decidiu voltar?
Foram muitos processos. No tempo em que eu comecei a fazer faculdade e trabalhar, eu me mudei pro centro, que foi quando eu morei com o Jaloo. Tive essa vivência, foi muito diferente, muito louco. Os costumes eram diferentes, as pessoas também. Foi um choque de realidade. Mas tudo isso foi muito bom para eu entender meu trabalho com arte. Na Cidade Tiradentes, eu ia pra escola e pro funk, vivia numa bolha. Eu nem imaginava que o mundo pudesse ser tão grande como hoje eu enxergo ele. Tive que me distanciar das minhas realidades para eu entender como ela era. Eu não me percebia como mulher negra. Foi só com esse distanciamento que eu me encontrei. Quando voltei pra ZL, estava tendo muitas crises de ansiedade e de pânico e percebi que era por causa do lugar que eu morava. Hoje, moro perto do meu terreiro, em um bairro de mais fácil acesso do que a Cidade Tiradentes, perto de Itaquera.

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Jr Franch/Divulgação

Quais dos seus planos de 2020 acabaram ficando para 2021?
Eu estava em uma etapa de aumentar minha banda pra conseguir ter um show melhor. É um show bom, mas sou só eu, a Rayra Maciel, que é percussionista, e a Malka Julieta, que é multi-instrumentista. Queria adicionar um guitarrista para tirar um pouco dessas funções da Malka e para o show ser mais orgânico. Ao longo do tempo, fui entendendo que não me cabe mais cantar com base, precisa ter uma mistura. Quanto mais orgânico, melhor. Para mim, é um processo de aprendizado. Nunca fiz aula de canto, nunca me meti em dirigir show. Eu vou aprendendo, entendendo e adicionando – é tudo muito intuitivo. As pessoas esquecem que, depois de lançar o álbum, tem que pensar no ao vivo. Todas as músicas eu canto com uma expressão corporal diferente. Eu ando cantando muito descalça também, porque se eu subo calçada ou de salto no palco, eu começo a ficar incomodada, daí fico insegura – mesma coisa com o cabelo solto. Se eu entro muito montada, não me sinto confortável. 

Como foi o processo de lançamento dos seus últimos três clipes?
Decidi me movimentar para tentar trabalhar mais meu álbum apesar da pandemia. Os vídeos vão todos se interligar, mas não consegui lançar todos de uma vez. Fui fazendo aos poucos. Desde o início, a ideia era lançar clipe para todas as músicas do álbum. Fico feliz que consegui lançar os vídeos de “Onda”, “Oceano” e “Despedida”, uma trilogia que batizei de “Renascente”. Depois disso, os próximos passos são reestruturar a banda, fazer mais ensaios para ter um show novo quando tudo voltar e, em paralelo, pensar em um novo álbum. Mas tudo no seu tempo.

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