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O punk respira: Charlotte Matou um Cara

Banda punk feminista raivosa e anti-opressão de gênero se prepara para lançar Atentas, seu segundo álbum

por Eduardo Ribeiro Atualizado em 4 Maio 2021, 01h18 - Publicado em 4 Maio 2021 01h10
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Clube Lambada/Ilustração

Charlotte Matou um Cara, que desde agosto de 2015 cospe fogo pelo fim da polícia militar, contra o autoritarismo validado no machismo e os punks mascuzinhos, entre outras deformidades sociais, já finalizou a campanha de financiamento e gravou o seu segundo álbum. Deve sair nos próximos meses. Atentas chegará cerca de quatro anos após o trampo de estreia. As integrantes contam que o processo todo foi muito legal, apesar de ter sofrido uma série de pausas, por diferentes razões. Os quiproquós incluem um acidente feio de carro indo para um show, episódio bem traumático para o grupo. Depois, na fase em que as letras estavam prontas, a pandemia veio e a criação do instrumental parou, junto com os ensaios. Enfim, deu-se um jeito, e as músicas saíram.

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Liel Marin/Divulgação

O álbum a caminho foi produzido por Mari Crestani, da Une Queer Band, que por sua vez trouxe Luis Tissot (responsável pelo Caffeine Sound Studio por 15 anos), e as sessões de captação do som rolaram na Associação Cecília, conhecido palco do underground recente paulistano, em um esquema montado só para isso. Foram três dias de gravação. Elas também chamaram Amanda Miranda para criar a nova identidade visual, que ficou chapada, as artes do disco e da campanha de financiamento. Liel Marin, que registra o processo da Charlotte há alguns anos, segue colaborando, e a Malka Julieta assumiu a mixagem.

A presente formação conta com Andrea no vocal, Dori na bateria, Camila no baixo e Nina na guitarra. As maiores influências musicais e ideológicas vêm do movimento punk riot grrrl, do feminismo interseccional e dos movimentos antifascismo e anti-homofobia. Atentas elucida um aprofundamento das ideias e um natural amadurecimento sonoro. Os riffs continuam rápidos e pesados, mas sublinham um pouco mais de experimentação, enquanto a mensagem resiste clara, em reação direta ao momento atual de perda de direitos, da falência da democracia, da crise sanitária e do achatamento mental.

As letras, em português, enfrentam a onda conservadora que se ergue no mundo, a misoginia, a violência de gênero, a docilização dos corpos, a apatia, clamando por luta e união. São versos que resgatam menções a feministas históricas, lembram nomes de pessoas que foram torturadas e mortas durante a Ditadura Militar, e uma das faixas, em espanhol, é uma versão punk de “Poder Popular”, do grupo argentino Sudor Marika, que também grita palavras de ordem usadas em protestos feministas, especialmente ocorridos pela descriminalização do aborto.

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Charlote matou um cara/Divulgação

Dando sequência à nossa série especial que contempla a recente safra de bandas punk, metal e garage/indie rock no Brasil protagonizadas por mulheres, trocamos ideia com as minas. Se liga no papo:

Falem um pouco da vivência de vocês no rolê punk, na militância libertária e feminista, até chegarem a formar a Charlotte Matou um Cara.
A ideia de montar a banda surgiu enquanto duas de nós assistimos a um show das Mercenárias. Nós sempre gostamos e respeitamos muito as mulheres punks que vieram antes de nós: Mercenárias, Bulimia, Menstruação Anarquika, Dominatrix e tantas outras no Brasil, assim como o movimento riot grrrl. Mas nós não temos propriamente uma vivência no rolê punk e na militância libertária. Somos feministas, cada uma tem sua trajetória de militância em movimentos diversos – umas mais novas e outras mais antigas, umas que escutam punk e frequentam shows desde a adolescência, e outras que vêm de outros rolês – e seguimos aprendendo. A gente vem de um lugar de descontentamento, de revolta, raiva, angústia, intensidade. E a gente escolheu o punk porque nos permite falar o que a gente quer falar dentro de um movimento que já pensava e falava sobre essas coisas, especialmente o punk feminista e o riot grrrl. Como já dissemos algumas vezes, o punk nos permite passar uma mensagem rápida, clara, crua, potente e eficiente. O punk é um grito, um soco na cara.


“A gente vem de um lugar de descontentamento, de revolta, raiva, angústia, intensidade. E a gente escolheu o punk porque nos permite falar o que a gente quer falar dentro de um movimento que já pensava e falava sobre essas coisas. O punk nos permite passar uma mensagem rápida, clara, crua, potente e eficiente. O punk é um grito, um soco na cara”

Por outro lado, é importante lembrar que as mulheres sempre foram questionadas em shows, ou mesmo andando na rua com uma camiseta de banda, sobre qual “nosso rolê”. Aquela coisa de “fala o nome de três músicas dessa banda que tá na sua camisa”, e isso é uma coisa que a gente faz questão de subverter e de se apropriar do punk, do palco, dos berros, da roda. O punk feminista é muito acolhedor, as bandas se ajudam, se incentivam, sobem juntas no palco, dividem os microfones, mas os festivais punks ainda têm a maioria de bandas compostas só por homens cis, são machistas e fechados. O punk nunca foi muito convidativo para as mulheres. E a gente tem cavado nossos espaços, criado nossos rolês e festivais. Então, pra resumir, nossa vivência maior no punk veio mesmo com a Charlotte, de forma fluida e natural.

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Anna Bogaciovas/Divulgação

Qual é a relação da Charlotte Matou um Cara e outras bandas da cena rrriot mais recente, surgidas de 2015 para cá, com as bandas riot lá do começo, tipo Dominatrix, Hitch Lizard, Bulimia, Infect, TPM, etc.? E o que tem rolado de mais expressivo no riot grrrl brasileiro atual, bandas, zines, iniciativas, coletivos, na opinião de vocês?
Temos uma relação de admiração, de fãs mesmo, com essas bandas que vieram antes, e é muito legal já ter podido tocar com muitas delas, como Dominatrix, Mercenárias, Menstruação Anarquika, etc. Sabemos que nem todas essas se definem como riot, mas elas são importantes também pro riot e pra tudo que veio depois. Nós nos falamos, mantemos contato, é bem legal. Sobre as bandas que surgiram depois, somos todes amigues! Nesse momento de pandemia, é claro que está tudo parado, mas muita coisa boa nasceu nesse tempo. E a gente também sempre fica muito feliz quando nos citam como parte desse fluxo do riot que se conecta com as bandas mais antigas e as mais novas. É muito difícil dizer o que tem de “novo” de mais legal sem cometer injustiças e também preferimos não falar sobre o que tem de mais expressivo no riot, mas o q tem de mais expressivo de bandas de mulheres cis, pessoas trans, bandas queer, riot, punks, hardcore… E aí dá pra falar em Bioma, Clandestinas, Hayz, Bertha Lutz, Gulabi, Ratas Rabiosas, Time Bomb Girls, Eskrota, Sapataria, Bloody Mary, Une Queer Band, Messias Empalado, Teu Pai Já Sabe, Menstruação Anarquika, Cosmogonia, Lili Carabina, Punho de Mahin, Noskill, Whatever Happened to Baby Jane, Cigarras, Trash no Star, Sisters MindTrap, Blastfemme, Demônia, Rakta, In Venus… E sobre zines e iniciativas, Preta Riot é um zine da Bah, vocalista da Bertha Lutz, criado pra amparar, visibilizar e valorizar as mulheres negras na música underground; Girls Rock Camp e Ladies Rock Camp, iniciativas de empoderamento de meninas, mulheres e dissidências através da música lá de Sorocaba; coletivo Garotas Uivantes; Associação Cultural Cecília, lugar que se mantém firme na produção cultural aqui de São Paulo, com festivais, shows; Motim 302, que também é um espaço cultural independente massa do Rio de Janeiro; rádio Radiola Livre e Mutante Radio; Grifa Podcast…

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Liel Marin/Divulgação

O que vocês acham de pessoas que curtem punk/hardcore, mas se identificam com a direita?
Infelizmente, reaça tem em todo lugar – aliás, parece ser a maioria no Brasil, já que temos um fascista genocida na presidência. Mas, ainda assim, não dá pra condenar um movimento inteiro por uns babacas. A gente escolheu o punk por ser uma ótima maneira de expressar nossa indignação, nosso ódio, nossa mensagem de maneira direta sem meias palavras. O punk é violento (enquanto melodia), ser mulher na América Latina, no Brasil, é violento. E gritar, tocar nossos instrumentos da maneira que a gente toca, é catártico, a gente sente que se comunica melhor assim. E é legal que muitas vezes mulheres que nem gostam tanto assim de punk vão nos nossos shows e vivem essa catarse, gritam com a gente, dividem os microfones que a gente passa para o público (saudades de tudo isso) e dizem que foi ótimo tirar aquilo de dentro de si. E sobre entretenimento e ampliação da consciência, a gente não quer entreter, a gente na verdade quer tirar as pessoas do entretenimento, quer trazer elas pra realidade, quer incomodar, cutucar. A gente não quer ser só um som pra ouvir e curtir.

O que vocês pensam sobre a relação entre feminismo e veganismo?
Nós achamos que não somos as pessoas mais qualificadas pra falar sobre isso. Conhecemos pessoas que estudam e saberiam fundamentar muito melhor essa resposta. Ainda estamos estudando esse assunto. Algumas de nós são vegetarianas, mas nenhuma ainda é vegana.

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Anna Bogaciovas/Divulgação

Ainda que o conceito de interseccionalidade circule no feminismo há décadas, nos últimos anos ele parece ter ficado mais evidente no debate social. Além de uma “nova” nomenclatura, na perspectiva da banda, o que isso vem agregar à luta?
O feminismo interseccional é fundamental para nós que acreditamos que a luta feminista é atravessada pela luta de classes, pela luta antirracista, antifascista, um feminismo que se alinha à luta contra a transfobia, a lesbofobia. Nós sabemos que o nível de opressão e violência a uma mulher negra é muito maior do que o nível de opressão que nos atinge enquanto mulheres brancas cis, por exemplo. Continuamos estudando, entendemos que estamos em um lugar de privilégio e que precisamos o tempo todo rever nossas práticas, nossa fala, nossa conduta não só no palco, enquanto banda, mas na vida mesmo, todo dia. O feminismo interseccional não é algo novo, mas talvez esteja ganhando espaço justamente por vivermos em um mundo capitalista e com gigantesca desigualdade social, em que todes somos atravessades por essas questões e não dá pra separar uma coisa da outra. Em uma entrevista recente, a filósofa Silvia Federici, que é uma feminista marxista na verdade, disse que vê nascer um novo feminismo, “mais amplo, enfocado em combater a supremacia masculina, a dominação das mulheres pelos homens e aberto a outras atividades e lutas que são fundamentais para uma transformação real da sociedade”. Como banda, temos tentado amadurecer nesse sentido também, nos questionando e nos colocando em um lugar de desconforto que é extremamente necessário pra pensar de que maneira podemos somar nessas lutas todas.


O feminismo interseccional é fundamental para nós que acreditamos que a luta feminista é atravessada pela luta de classes, pela luta antirracista, antifascista, um feminismo que se alinha à luta contra a transfobia, a lesbofobia

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Charlote Matou um Cara/Divulgação

A que outras coisas vocês se dedicam e curtem fazer além de música? Em outros campos criativos, profissionais, pessoais…
Vamos responder individualmente essa, tá?

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Dea: Eu sou jornalista, trabalho na Agência Pública de Jornalismo Investigativo, uma iniciativa independente sem fins lucrativos fundada e dirigida por mulheres. Também sou mãe de um adolescente! Na pandemia, não dá pra fazer muita coisa além disso, mas gosto de dizer que fiz parte das Ladies of Hell Town, primeiro time de Roller Derby do Brasil, onde conheci a Nina e Julia (primeira baixista da Charlotte), e estudei piano clássico e canto lírico!

Dori: Eu sou designer por profissão, mas minha motivação maior é a música, e venho me dedicando aos estudos de teoria musical e de produção. Como musicista, além de tocar bateria na Charlotte, também toco baixo nas bandas de ska Maga Rude e Álamo Convida, e bateria no projeto Superheat.

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Anna Bogaciovas/Divulgação

Nina: Eu sou bartender e uma das donas do Das, que é um bar que criei junto com minha sócia aqui em São Paulo. Nós, duas sapatonas, sentíamos muita falta de um lugar que fosse aconchegante, seguro e dedicado às mulheres, lésbicas, bis e pessoas trans. Nossa fala padrão aos homens cis que vão até nós inclusive é sempre “Somos um bar LBTQ”. Sem o G mesmo, pra enfatizar o recorte de gênero. A gente sabe que muitas pessoas acham desnecessário ou segregatório, porque certamente nunca perceberam seu lugar de privilégio, mas a verdade é que espaços como esse são extremamente necessários para a nossa comunidade, não só como um lugar para se divertir e respirar no meio da rotina, mas como resistência e visibilidade na cidade. Então, eu tento sempre ficar envolvida nesses temas.

Camis: Tenho meditado muito pra tentar manter a sanidade mental, além de criar uns dias de autocuidado mais aprofundado. Gosto dessas paradas místicas holísticas para elevação da minha essência. No campo profissional, sou sommelière de cervejas e tenho atuado como representante comercial com vendas pra B2B de cervejas artesanais e vinhos, mas não tá nada fácil esse setor, então fico num looping constante de entender que raio tô fazendo da minha vida e assim vou levando. Às vezes, pego o baixo em casa e fico fazendo show com meus artistas favoritos também, já “toquei” com PJ Harvey, Hole, L7, Fiona Apple, além de ficar cantarolando músicas sem ver o tempo passar.

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Charlote matou um cara/Divulgação

O que vocês andam lendo, assistindo e ouvindo ultimamente?
Dori: Minha leitura se baseia basicamente em graphic novels e livros de ficção científica, mas neste momento específico, estou mais focada em materiais de produção musical sejam livros, podcasts ou documentários.

Nina: Desde que me apresentaram Paul B. Preciado tenho curtido ler as coisas dele. Tô há um tempão tentando ler seu livro “Testo Junkie”. Digo tentando, porque tá difícil pra eu parar com a calma e a concentração que esse conteúdo de leitura merece rs. Procuro sempre acompanhar as postagens da Tatiana Nascimento (@tatiananascivento / @branquitude) e da Letícia Parks (@pretaparks) no Instagram e as coisas que tenho assistido nessa pandemia tem sido mais tranquilas, pra não fritar ainda mais a cabeça. Eu gosto muito de Nine Inch Nails, e tem um episódio da série Por Trás Daquele Som, que mostra como o Trent Reznor construiu a canção “Hurt”, e é bem legal. No Instagram, paro pra assistir toda vez minhas @ favoritas: @gabopantaleao e @murilolorran. E sobre o que tenho ouvido, varia muito dependendo do meu estado mental. Vai de Lady Gaga até Radiohead rs.

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Charlote Matou um cara/Divulgação

Camis: No momento, o livro que ando lendo é “O Segundo Sexo”, da Simone de Beauvoir. Já assistindo, tenho evitado ver televisão por questões emocionais, mas maratonei O Gambito da Rainha e Nada Ortodoxa; gosto muito de temas com mulheres protagonistas, e os últimos filmes foram o Jovem Karl Marx e Moxie. Não sou muito de assistir filmes e séries, mas, quando paro pra ver algo, vou em temas mais certeiros. Já ouvindo, tenho um lado bem eclético, ora músicas jamaicanas que tenho estudado, ora uns hardcore, ora uns jazz com vozes femininas, mas sempre volto pra umas nostalgias do passado grunge. Também tô sempre de olho nas bandas dos migues, tipo Ratas Rabiosas, Bioma, Cristo Bomba e o que mais me apresentarem, paro pra dar uma atenção, porque sou bem curiosa. Déa me apresentou uma banda punk alemã que curti pakas, chama Deutsche Laichen.

Dea: Tenho lido os livros da Ursula K. Le Guin, que é uma autora de ficção científica (“A Mão Esquerda da Escuridão” e “Os Despossuídos”), e, para estudar, estou mergulhada em dois livros recém lançados pela Boitempo: “O Patriarcado do Salário”, da Silvia Federici, e “Interseccionalidade”, da Patricia Hill Collins e da Sirma Bilge. Assisto série besta também pra tirar a cabeça do chorume em que estamos mergulhados no Brasil, e assino o MUBI, que é uma plataforma de filmes muito legal.

Dos shows e festivais em que já tocaram até aqui, que momentos vocês guardam com mais alegria? E, o que esperam, planejam, para 2021?
Nina: Com certeza o encerramento da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de São Paulo em 2016. Foi um dos nossos primeiros shows, a gente ainda era muito novata e era um palco enorme no Largo do Arouche. Era tanta gente que nem acreditávamos. No dia, distribuímos zines com nossas letras das músicas para que as pessoas cantassem junto e foi lindo! Também teve o show do 3º festival Distúrbio Feminino, que rolou na Associação Cultural Cecília, em que tocamos com Dominatrix e, claro, nosso último show antes da quarentena, no festival do Sesc Pompeia, em que, de ponta a ponta, nossa equipe era composta por mulheres e abrimos pra ninguém mais ninguém menos que As Mercenárias.

Dori: São vários! Me arrisco a dizer que em todos os shows tivemos momentos pra recordar. Mas se for pra escolher um, diria que a apresentação do Sesc Pompeia foi um dia mágico, para mim pelo menos. Sempre sonhei em subir naquele palco, e estar lá dividindo o cartaz com as Mercenárias foi um dos pontos altos “da vida”!

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Anna Bogaciovas/Divulgação

Camis: Todos os shows me deram um frio na barriga danado e cada um teve uma energia enorme, mas os que mais me marcaram foi, primeiramente na minha estreia como baixista no Fest Minas à Frente em 2017, depois no Maria Bonita Fest, que apresentou o rolê de arrecadação À Beira do Caos, coletânea da banda Bulimia, e rolou na Ocupação Mauá, o que me impressionou muito a força do lugar, e, por último, no tão sonhado Sesc Pompéia, em 2019, com uma baita estrutura, e ocasião em que pudemos ter a oportunidade de escolher uma equipe de backstage todinha formada somente por mulheres. Não tinha como não ser né, haha. Foi incrivelmente foda.

Dea: Putz, acho que o encerramento da Caminhada de Mulheres Lésbicas e Bissexuais, um show que fizemos no festival Queers and Queens, no Morfeus, com a Linn da Quebrada, Jup do Bairro, Verônica Decide Morrer e mais um monte de gente incrível… Aliás, os shows que fizemos no Morfeus sempre foram legais. O Sesc Pompéia, claro, o show que fizemos com Dominatrix na Associação Cecília, o show com os Replicantes, também na Associação Cecília, e os shows em ocupações!

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Anna Bogaciovas/Divulgação

Charlotte Corday cometeu um assassinato para salvar a França. Tendo ela inspirado o nome da banda, pergunto, pra encerrar o papo: entre o pacifismo da desobediência civil e a luta armada, de que lado vocês ficam?
Nós adoraríamos poder responder essa pergunta com sinceridade, mas infelizmente vivemos um tempo em que pessoas estão sendo perseguidas, processadas e presas por muito menos.

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Charlote matou um cara/Reprodução
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